Corte e cicatriz

Patricia Metola
Eu queria ser barquinho na lagoa.
Mas me mandaram ser navio.
Eu queria ser passarinho que voa.
Mas no meu caminho houve um desvio.

Conduziram a minha história
Só pra ganhar e não perder
Me deixaram flutuando em vitórias
evitando meu sofrer. 
No perigo, não me equilibro.
Nunca aprendi a viver.
Virei ludíbrio dos que
souberam ser.
  E dessa vida que não fiz,
queria ser também corte e cicatriz.
Ainda que fosse apenas no fim.

2 comentários:

del disse...

Muito bonito poema! :)

Olha, muito obrigada pela sugestão de texto! Vou, sim, escrever sobre o filme. Não sei ainda se escrevo sobre minhas expectativas ou alguma resenha, mas com certeza publico algo!
Grande beijo!

Jéssica Peres disse...

Uh, eu n vou me cansar de dizer como vc é talentosa. Amei demais esse poema. bjo