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En vers et en prose
Tudo que peço é uma chance, uma pitada de liberdade misturada com a leveza de poder ser, para escrever um pouco das faces que existem em mim.
Sinto-me tão só, ás vezes pequena, outras grande, capaz de tranbordar na xícara de café sobre a mesa. Só peço que me use, que me faça instrumento das palavras, que me cite, me decore, me conserte, me namore. Só. Quero apenas chorar as dores do mundo e sorrir um riso bom. Sussurar palavras mudas, e dedicar-me sobre a máquina antiga e empoeirada.Não quero ser a realidade nua, crua e destilada, muito menos uma mentira, uma farça. Faça de mim apenas uma companhia para as noites de solidão, para as noites de amor, faça de mim algo que valha a pena, escute a música que flui de mim....
Abra-me, degusta-me, sinta-me en vers et en prose.
Encontre-se.
Pedaços da alma
A noite divide a alma em duas,
no mínimo nostalgia e
outro punhado de melancolia
para compreender a nossa imensidão.
O fragmento dos sentidos,
são como flocos de algodão
flutuam leve e com a
brisa se vão.
Dá-se nós na garganta,
é pouca a respiração,
o coração chora calado
pra se resguardar.
Sentimento ocultado
guardado e amordaçado
volta a incomodar.
Quão depressa vem
a dor cessar?
Quantas lágrimas é preciso derramar?
Em duas partiu-se a alma,
fragmentos de saudade
e de lembrança.
Pedaços do
Se-gre-do!
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